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Falo baixinho No ouvido dos ventos Vindos de outras vidas Outras ruas, praças, Sorrisos, ah sorrisos Logo eu que cultivei Esse amor ardido Arranco de ti Todos os gemidos No duplo sentido dos dedos Às vezes estão os sorrisos E na palidez da alma Te recorto da mais pura forma Que advem do prazer Já diziam teus olhos O que meu corpo há de fazer Contam teus seios, pernas E beijos que eu achei o paraiso Nos complexos de piadas mal contadas Da vida de uma cigarra Que não canta e não trabalha O homem que sofre, mas não morre A moça que perdeu a moça Quando vejo essas coisas Penso em mim Digo à mim: E o paraiso? Seria ali ou acolá? Eu digo bem baixinho No abraço molhado Ao fim do afago Ascendendo um cigarro: Quanto lhe devo?

Cultivando tardes na obscenidade - Alexandre Kanibal


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“você é ignorante” “seu cu”
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Uma boa noite.

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Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida. - Clarice Lispector
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